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Eles só aparecem quando você não precisa deles!

Mais um tiro certeiro do PHD:

Essa tirinha me faz lembrar de um professor impossível de se achar, mas que apareceria imediatamente atrás de você se você esboçasse criticá-lo. Ou outro que parecia possuir existência apenas ao atravessar o corredor entre sua sala e o laboratório que coordenava. Se você o visse entrando em um desses lugares, fosse até lá, abrisse a porta e perguntasse por ele, todos os presentes jurariam que não o viram naquele dia. Bizaaarro.

Um pálido ponto azul mais um pontinho cinza

A Sonda Deep Impact, após cumprir sua missão principal de fazer uma massa de cobre colidir contra um cometa para analisar seus constituintes, e agora chamada EPOXI, voltou suas câmeras para a Terra e o que ela capturou foi impressionante:

A montagem das imagens obtidas mostra a Lua transitando (passando em frente em relação a linha de visão da Sonda) a Terra. Fantástico! É possível perceber inclusive a inclinação do eixo de rotação da Terra com relação ao plano orbital da Lua.

Via Bad Astronomy (que tem mais explicações e outro vídeo)

Obs.: Gostaria de pedir desculpas pela escassez de postagens. Estou bastante ocupado com outros projetos.

Doctor Who S04E13: Journey’s End

E a quarta temporada acaba num episódio emocionante e cheio de reviravoltas. Bom, talvez um pouco de reviravoltas demais. Os eventos iniciados nos dois episódios anteriores são solucionados satisfatoriamente e o destino de Donna é uma das melhores cenas da temporada. Entretanto, o excesso de personagens prejudica um pouco o episódio já que poucos deles possuem uma participação significativa.

O diálogo entre Davros e Sarah-Jane Smith (que estava em Skaro quando Davros criou os Daleks enquanto era companheira do quarto Doutor) que eu tanto esperava não passou de um “te conheço” rápido. Decepcionante.

O brilho do episódio vem mesmo do Davros, do Doutor e de Donna.

Mais Doctor Who só no especial de Natal, com a volta dos Cybermen!

Um Soneto à Ciência

Science! true daughter of Old Time thou art!
Who alterest all things with thy peering eyes.
Why preyest thou thus upon the poet’s heart,
Vulture, whose wings are dull realities?

How should he love thee? or how deem thee wise?
Who wouldst not leave him in his wandering
To seek for treasure in the jewelled skies,
Albeit he soared with an undaunted wing?

Hast thou not dragged Diana from her car?
And driven the Hamadryad from the wood
To seek a shelter in some happier star?

Hast thou not torn the Naiad from her flood,
The Elfin from the green grass, and from me
The summer dream beneath the tamarind tree?

Edgar Allan Poe

Uma tradução:

CIÊNCIA! Do velho Tempo és filha predileta!
Tudo alteras, com o olhar que tudo inquire e invade!
Por que rasgas assim o coração do poeta,
abutre, que asas tens de triste Realidade?

Poderia ele amar-te, achar sabedoria
em ti, se ousas cortar seu voo errante e ao léu
quando tenta extrair os tesouros do céu,
mesmo que a asa se eleve indômita e bravia?

Não furtaste a Diana o carro? E não forçaste
a Hamadríade do bosque a procurar, fugindo,
estrela mais feliz, que para sempre a esconda?

Não arrancaste à Ninfa as carícias da onda,
e ao Elfo a verde relva? E a mim, não me roubaste
o sonho de verão ao pé do tamarindo?

O Eu-lírico julga que a Ciência tenha acabado com as fantasias do Poeta, e portanto demonstra agressividade contra ela.

Quantas não são as pessoas que pensam, da mesma forma que o poema acima, que saber demais tira a beleza das coisas?

Sobre isso, mais que apropriadamente, escreveu Richard Feynman certa vez:

Poets say science takes away from the beauty of the stars — mere globs of gas atoms. Nothing is “mere”. I too can see the stars on a desert night, and feel them. But do I see less or more? The vastness of the heavens stretches my imagination — stuck on this carousel my little eye can catch one-million-year-old light. A vast pattern — of which I am a part… What is the pattern or the meaning or the why? It does not do harm to the mystery to know a little more about it. For far more marvelous is the truth than any artists of the past imagined it. Why do the poets of the present not speak of it? What men are poets who can speak of Jupiter if he were a man, but if he is an immense spinning sphere of methane and ammonia must be silent?

E traduzindo porcamente:

Poetas dizem que a ciência tira a beleza das estrelas - meros globos de gás. Nada é “mero”. Eu também posso ver as estrelas à noite e sentí-las. Mas eu vejo menos ou mais? A vastidão dos céus expande minha imaginação - preso neste carrossel meu pequeno olho pode captar luz de um milhão de anos. Uma estrutura vasta - da qual eu faço parte… Qual é a estrutura ou o significado ou o por quê? Não prejudica o mistério saber um pouco mais sobre ele, porque a verdade é muito mais maravilhosa do que qualquer artista do passado tenha imaginado. Por que os poetas do presente não falam dela? Que pessoas são os poetas que podem falar de Júpiter como se fosse um homem mas que se calam se for uma imensa esfera girante de amônia e metano?

E o que vocês acham?

Achei o vídeo no 3 Quarks Daily.

Doctor Who S04E12: The Stolen Planet

E chegamos aos episódios de final da temporada. Neste, começamos com o Doutor e Donna chegando apressados à Terra depois das revelações do episódio anterior. Saem da TARDIS, vêem que parece não haver nada de errado e voltam para dentro da nave. Imediatamente, tudo começa a tremer. Quando o tremor para e os dois vão para a porta da TARDIS vêem apenas o espaço vazio lá fora. O Doutor verifica as coordenadas. A TARDIS não foi movida. Foi a própria Terra!

Não vou contar tudo porque muita coisa acontece muito rapidamente, então vejam por si sós. Só adianto que os Daleks estão de volta, e acompanhados pelo seu criador: Davros! (O bicho feio da foto abaixo)

Este episódio conta com a participações de todas as companheiras de viagem do Doutor na nova série (Rose, Martha e Donna), mais o capitão Jack Harkness e o restante, sobrevivente, da equipe da Torchwood (spin-off que já vai para a terceira temporada) e também da all-time-favorite-companion Sarah-Jane Smith (companheira dos 3º e 4º Doutores na década de 70 e que também possui uma série spin-off própria). Personagens para todos os gostos.

Episódio incrível e com um inesperado Cliffhanger no final. Promete ser o melhor final de temporada da série nova. Com toda certeza!

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